sábado, 27 de agosto de 2016

Exorcista mundialmente reconhecido explica o que é o malefício – e como defender-se


Uma oração do ritual grego pedindo a proteção de Deus contra o mal

oracao cruz

padre italiano Gabriele Amorth é um respeitadoexorcista da diocese de Roma e um dos mais conhecidos do mundo. Em 1990, ele fundou a Associação Internacional de Exorcistas, da qual foi presidente até o ano 2000. Desde bem antes, porém, o padre Amorth já exercia o ministério. Hoje com 89 anos de idade, ele já realizou mais de 70. 000 exorcismos.
Em seu livro Memorie di un esorcista – La mia vita in lotta contro Satana [Memórias de um exorcista – a minha vida em luta contra Satanás], o padre Amorth nos relata várias de suas experiências mais destacadas na luta contra o mal.
Um dos capítulos explica o que é o malefício e quais são asorações recomendadas para defender-se dele.
O exorcista explica:
O malefício é um mal causado a uma pessoa mediante recurso ao diabo. Pode ser feito de várias formas, como feitiços, maldições, vodu, “trabalhos encomendados” de macumba para prejudicar o próximo etc. Os malefícios são, com grande margem, a causa mais frequente de possessões e de males causados pelo diabo: não menos de 90% do total.
Existem malefícios de morte?
Sim, existe o malefício de morte – e eu já o encontrei em várias situações. Na minha opinião, não há comprovação de que ele surta efeito, mas, sem dúvida, existem pessoas que tentam lançar malefícios de morte. É um malefício muito grave. [Mas] um malefício não tem por que ser mortal; a vida está nas mãos de Deus.
A possibilidade de ação do mal no mundo é um fato que reforça para nós a necessidade de uma vida cheia de graça, com boa confissão sacramental, jejum e oração contínua. Quem vive de acordo com o plano de Deus, aceitando os seus sacramentos com frequência e cultivando o estado de graça, não tem por que temer quaisquer malefícios, pois a Graça de Deus é muito maior que qualquer ação do mal.
* * *
ORAÇÃO CONTRA O MALEFÍCIO – Ritual grego
Kyrie eleison. Deus, nosso Senhor, Soberano dos séculos, Onipotente e Todo-Poderoso, Vós que tudo criastes e que tudo transformais com a vossa Vontade; Vós, que, na Babilônia, transformastes em orvalho a chama do forno sete vezes mais ardente e que protegestes e salvastes os vossos três santos jovens; Vós, que sois Doutor e Médico das nossas almas; a Vós, que sois a salvação dos que a Vós se dirigem, nós pedimos e invocamos: tornai vã, expulsai e ponde em fuga toda potência diabólica, toda presença e maquinação satânica, toda influência maligna e todo malefício de pessoas malvadas realizados contra o vosso servo. Fazei com que, da inveja e do malefício, obtenha abundância de bens, força, êxito e caridade.
Vós, Senhor, que amais os homens, estendei as vossas mãos poderosas e os vossos braços altíssimos e potentes e vinde em socorro e visita desta vossa imagem, mandando sobre ela o anjo da paz, forte e protetor da alma e do corpo, que manterá distante e expulsará qualquer força malvada, todo envenenamento e feitiçaria de pessoas corruptoras e invejosas, de modo que, a Vossos pés, suplicante, protegido, vos cante com gratidão: “O Senhor é meu Salvador e não temerei o que possa o homem fazer-me. Não terei temor do mal porque Vós estais comigo; Vós sois o meu Deus, minha força, meu poderoso Senhor, Senhor da paz, Pai dos séculos futuros”.
Sim, Senhor, Deus nosso, tende compaixão da vossa imagem e salvai o vosso servo de todo dano e ameaça procedente de malefício, e, elevando-o para acima de todo mal, protegei-o; pela intercessão da mais que bendita, gloriosa Senhora, a Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, dos resplandecentes arcanjos e de todos os vossos santos.
Amém.

http://pt.aleteia.org/2016/08/25/exorcista-mundialmente-reconhecido-explica-o-que-e-o-maleficio-e-como-defender-se/

Oração contra todo mal – por um dos maiores exorcistas do mundo


O pe. Amorth é mundialmente conhecido e respeitado em seu ministério de combate ao diabo

I santi contro il male - pt

ORAÇÃO CONTRA TODO MAL
Espírito do Senhor, Espírito de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, Santíssima Trindade, Virgem Imaculada, anjos, arcanjos e santos do paraíso, descei sobre mim.
Fundi-me, Senhor, modelai-me, enchei-me de Vós, utilizai-me. Expulsai de mim todas as forças do mal, aniquilai-as, destruí-as, para que eu possa estar bem e fazer o bem.
Expulsai de mim os malefícios, as bruxarias, a magia negra, as missas negras, os feitiços, as ataduras, as maldições e pragas; a infestação diabólica, a possessão diabólica e a obsessão e perfídia; todo tipo de mal, pecado, inveja, ciúmes e perfídia; a enfermidade física, psíquica, moral, espiritual e diabólica.
Queimai todos esses males no inferno, para que nunca mais toquem a mim nem a nenhuma outra criatura no mundo.
Que a força do Deus Onipotente, em nome de Jesus Cristo Salvador, por intercessão da Virgem Imaculada, expulse todos os espíritos imundos, todas as presenças que me perturbam; que me abandonem imediatamente, que me abandonem definitivamente e que, esmagados sob o calcanhar da Imaculada Virgem Santíssima, vão para o inferno eterno, acorrentados por São Miguel Arcanjo, por São Gabriel, por São Rafael e pelos nossos anjos da guarda.
Amém.

http://pt.aleteia.org/2016/08/26/oracao-contra-todo-mal-por-um-dos-maiores-exorcistas-do-mundo/

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

9º Dia da NOVENA DO TRABALHO

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Fazer apostolado com o nosso trabalho

Reflexão: Palavras de São Josemaria Escrivá O trabalho profissional é também apostolado, ocasião de entrega aos outros homens; o momento de lhes revelar Cristo e levá-los a Deus Pai (É Cristo que passa, n. 49). 


Faze a tua vida normal; trabalha onde estás, procurando cumprir os deveres do teu estado, acabar bem as tarefas da tua profissão ou do teu ofício, superando-te, melhorando dia a dia. Sê leal, compreensivo com os outros e exigente contigo mesmo. Sê mortificado e alegre. Esse será o teu apostolado. E, sem saberes por quê, dada a tua pobre miséria, os que te rodeiam virão ter contigo e, numa conversa natural, simples – à saída do trabalho, numa reunião familiar, no ônibus, ao dar um passeio em qualquer parte –, falareis de inquietações que existem na alma de todos, embora às vezes alguns não as queiram reconhecer: irão entendendo-as melhor quando começarem a procurar Deus a sério (Amigos de Deus, n. 273).


Para encontrar trabalho - Para que Deus, por mediação de Nossa Senhora, me faça encontrar um bom trabalho, no qual possa crescer profissionalmente e dar o melhor de mim mesmo. E que me ajude a ver, no meu ambiente profissional, um campo aberto para a realização da missão apostólica que Deus confia a todos os batizados, aproveitando as oportunidades que Ele me dá para ajudar colegas, amigos, colaboradores, clientes… a descobrirem as maravilhas da fé cristã. 


Para fazer um bom trabalho - Para que Deus me ajude a ver, no meu ambiente de trabalho, um campo aberto para a realização da missão apostólica que Deus confia a todos os batizados, aproveitando as oportunidades que Ele me dá para ajudar colegas, amigos, colaboradores, clientes..., a descobrirem as maravilhas da fé cristã. 


Rezar a oração a São Josemaria Escrivá 

ORAÇÃO – Ó Deus, que por mediação da Santíssima Virgem concedestes inúmeras graças a São Josemaria, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão, fazei com que eu também saiba converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir, com alegria e simplicidade, a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com a luz da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de São Josemaria o favor que Vos peço... (peça-se) Ámen.


Pai nosso, Ave Maria, Glória

terça-feira, 23 de agosto de 2016

8º Dia da NOVENA DO TRABALHO



Trabalhar é servir, ajudar os outros

Reflexão: Palavras de São Josemaria Escrivá

Pensai que através dos vossos afazeres profissionais, realizados com responsabilidade, além de vos sustentardes economicamente, prestais um serviço diretíssimo ao desenvolvimento da sociedade, aliviais também as cargas dos outros e mantendes muitas obras assistenciais – em nível local e universal – em prol dos indivíduos e dos povos menos favorecidos (Amigos de Dios, n. 120).


Para encontrar trabalho – Para que Deus Nosso Senhor me conceda o trabalho que lhe peço com tanta fé. E para que infunda na minha alma o desejo de fazer do meu trabalho, não uma atividade egoísta, fechada nos meus interesses, mas um serviço aberto ao bem e à utilidade de muitos, realizado com a certeza de que esse ideal de serviço aos outros dará um novo sentido, mais elevado e alegre, à minha vida. 


Para fazer um bom trabalho Para que Deus infunda na minha alma o desejo de fazer do meu trabalho, não uma atividade egoísta, fechada nos meus interesses, mas um serviço aberto ao bem e à utilidade de muitos, realizado com a certeza de que esse ideal de serviço aos outros dará um novo sentido, mais elevado e alegre, à minha vida. 

Rezar a oração a São Josemaria Escrivá 

ORAÇÃO – Ó Deus, que por mediação da Santíssima Virgem concedestes inúmeras graças a São Josemaria, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão, fazei com que eu também saiba converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir, com alegria e simplicidade, a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com a luz da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de São Josemaria o favor que Vos peço... (peça-se) Ámen.


Pai nosso, Ave Maria, Glória

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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

7º Dia da NOVENA DO TRABALHO

Amadurecer nas virtudes através do trabalho

Reflexão: Palavras de São Josemaria Escrivá Tudo aquilo em que intervimos os pobrezinhos dos homens – mesmo a santidade – é um tecido de pequenas insignificâncias que, conforme a intenção com que se fazem, podem formar uma tapeçaria esplêndida de heroísmo ou de baixeza, de virtudes ou de pecados (Caminho, n. 826). 

É toda uma trama de virtudes que se põe em jogo quando exercemos o nosso ofício com o propósito de santificá-lo: a fortaleza, para perseverarmos no trabalho, apesar das naturais dificuldades; a temperança, para superarmos o comodismo e o egoísmo; a justiça, para cumprirmos os nossos deveres para com Deus, para com a sociedade, para com a família, para com os colegas; a prudência, para sabermos em cada caso o que convém fazer e nos lançarmos à obra sem dilações... E tudo por Amor... (Amigos de Deus, n. 72).

Para encontrar trabalho - Para que, com a ajuda de Nossa Senhora, ache o trabalho que venho procurando. E que, ao meter-me em cheio nesse novo trabalho, Deus me ajude a desenvolver por meio dele as virtudes cristãs e a amadurecer espiritualmente. Que eu procure ser paciente e compreensivo, tanto com os chefes como com os colegas e subordinados, que seja simples e humilde, fugindo da vaidade e do exibicionismo, que faça tudo, em suma, com pureza de coração. 

Para fazer um bom trabalho - Para que Deus me ajude a desenvolver por meio do trabalho as virtudes cristãs e a amadurecer espiritualmente. Que eu procure ser paciente e compreensivo, tanto com os chefes como com os colegas e subordinados, que seja simples e humilde, fugindo da vaidade e do exibicionismo, que faça tudo, em suma, com pureza de coração. 

Rezar a oração a São Josemaria Escrivá 

ORAÇÃO – Ó Deus, que por mediação da Santíssima Virgem concedestes inúmeras graças a São Josemaria, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão, fazei com que eu também saiba converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir, com alegria e simplicidade, a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com a luz da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de São Josemaria o favor que Vos peço... (peça-se) Amém.






Pai nosso, Ave Maria, Glória



domingo, 21 de agosto de 2016

6º Dia da NOVENA DO TRABALHO

Trabalhar em companhia de Deus e com reta intenção


Reflexão: Palavras de São Josemaria Escrivá Deves manter – ao longo do dia – uma constante conversa com o Senhor, que se alimente também das próprias incidências da tua tarefa profissional (Forja, n. 745).

Como cristão, deverias trazer sempre contigo o teu Crucifixo. E colocá-lo sobre a tua mesa de trabalho. E beijá-lo antes de te entregares ao descanso e ao acordar (Caminho, n. 302).

Coloca na tua mesa de trabalho, no teu quarto, na tua carteira..., uma imagem de Nossa Senhora, e dirige-lhe o olhar ao começares a tua tarefa, enquanto a realizas e ao terminá-la. Ela te alcançará – garanto! – a força necessária para fazeres, da tua ocupação, um diálogo amoroso com Deus (Sulco, n. 531).


Para encontrar trabalho - Para que Deus me conceda um emprego honesto e digno, e me abra os olhos da alma para compreender que Ele está sempre ao meu lado. Que, para não perder de vista esta maravilhosa realidade, eu me esforce em ter presença de Deus durante o trabalho, servindo-me discretamente – como de um “lembrete” – de um pequeno crucifixo, de uma estampa de Nossa Senhora, da efígie de outro santo da minha devoção...; “lembretes” colocados onde eu os possa ver com freqüência, sem exibicionismo nem alarde.


Para fazer um bom trabalho - Para que Deus me faça compreender que Ele está sempre ao meu lado, enquanto estou trabalhando. E que, para não perder de vista esta maravilhosa realidade, eu me esforce em ter presença de Deus durante o trabalho, servindo-me discretamente – como de um “lembrete” – de um pequeno crucifixo, de uma estampa de Nossa Senhora, da efígie de outro santo da minha devoção...; “lembretes” colocados onde eu os possa ver com freqüência, sem exibicionismo nem alarde.

Rezar a oração a São Josemaria Escrivá
ORAÇÃO – Ó Deus, que por mediação da Santíssima Virgem concedestes inúmeras graças a São Josemaria, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão, fazei com que eu também saiba converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir, com alegria e simplicidade, a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com a luz da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de São Josemaria o favor que Vos peço... (peça-se) Ámen.

Pai nosso, Ave Maria, Glória

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sábado, 20 de agosto de 2016

Padre Pio e a Modéstia no Vestir

Pedro Paulo Pyres
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São Padre Pio (1887-1968)
“Padre Pio não tolerava vestidos curtos ou com decotes baixos, saias justas, e ele proibiu suas filhas espirituais de vestir meias-calças transparentes. A cada ano a sua severidade aumentava. Ele teimosamente mandava embora do seu confessionário, mesmo antes de pôr o pé dentro, quem ele julgasse estar indevidamente vestidas. Em algumas manhãs, ele expulsou uma após a outra, até que ele acabou por ouvir muito poucas confissões. Seus irmãos observaram estes drásticos expurgos com certo mal-estar e decidiram pregar uma placa na porta da igreja: “Por desejo explícito do Padre Pio, a mulher deve entrar no confessionário vestindo saias PELO MENOS 20 CENTÍMETROS ABAIXO DO JOELHO. É PROIBIDO EMPRESTAR UM VESTIDO LONGO NA IGREJA PARA USÁ-LO PARA A CONFISSÃO“ “[4].
“Uma vendedora de calças dona de uma loja de varejo em Vancouver foi se confessar na Itália com Padre Pio e teve sua absolvição foi recusada:
“Ele ordenou que ela voltasse para casa no Canadá e se livrasse de todo seu estoque, e não desse qualquer um dos itens para as pessoas que poderiam usá-los, e se ela quisesse sua absolvição, poderia voltar a Itália e recebê-la, só depois que ela realizasse impiedosamente suas ordens” “[5].
“Shorts e mangas curtas, até em crianças não era aceito pelo Padre Pio. Para um homem indo para a confissão de maga curta ele disse: “ou alongue as suas mangas ou encurte seus braços” “[6].
“Uma garota de mini-saia foi informada que era preciso de um vestido maior para se confessar com o Padre Pio. Ela foi na loja com a mãe comprar as roupas apropriadas. Olhando a si mesma no espelho com o novo vestido ela disse: “Se eu o meu namorado me vesse assim ele iria pensar que eu sou um palhaço”. Quando a vez dela de se confessar chegou e a portinhola abriu ela ouviu “Vai embora ! Eu não confesso palhaços“ “[7]
     São Francisco de Sales (1567-1622)
“São Paulo quer que as mulheres cristãs (o que há de entender-se também dos homens) se vistam segundo as regras da decência, deixando de todo excesso e imodéstia em seus ornatos. Ora, a decência dos vestidos e ornatos depende da matéria, da forma e do asseio” [8].


[4] Dorothy Gaudiose, Prophet of the People, pp. 191-2.
[5] Anne McGinn Cillis, Arrivederci, Padre Pio, A Spiritual Daughter Remembers.
[6] Io…testimone del padre, Pág. 54, Modestino da Pietrelcina
[7] Pg.152 Iasenzeniro, F. M. (2006). The “Padre” saint Pio of Pietrelcina. His mission to save souls. Testimonies. San Giovanni Rotondo: Edizioni Padre Pio
[8] São Francisco Sales, Filotéia, parte III, cap. 25.

5º Dia da NOVENA DO TRABALHO



Todos os trabalhos honestos são dignos

Reflexão: Palavras de São Josemaria Escrivá

É hora de que todos nós, cristãos, anunciemos bem alto que o trabalho é um dom de Deus, e que não faz nenhum sentido dividir os homens em diferentes categorias, conforme os tipos de trabalho, considerando umas ocupações mais nobres do que as outras. O trabalho, todo trabalho, é testemunho da dignidade do homem (É Cristo que passa, n. 47). 


Diante de Deus, nenhuma ocupação é em si grande ou pequena. Tudo adquire o valor do Amor com que se realiza (Sulco, n. 487).

Para encontrar trabalho - Para que Deus me conceda a alegria de conseguir trabalho, uma tarefa em que eu possa ser útil e desenvolver as minhas capacidades. E que se, no momento, esse trabalho estiver por baixo do meu preparo e das minhas legítimas aspirações, eu não o despreze, mas – enquanto não achar um trabalho mais apropriado – o realize com toda a responsabilidade, fazendo com que tenha a categoria do trabalho que Jesus realizou na oficina de Nazaré.

Para fazer um bom trabalho - Para que se, atualmente, o meu trabalho está por baixo do meu preparo e das minhas legítimas aspirações, Deus me ajude a não desprezá-lo, mas – enquanto não achar um trabalho mais apropriado – a realizá-lo com toda a responsabilidade, fazendo com que tenha a categoria do trabalho que Jesus realizou na oficina de Nazaré.

Rezar a oração a São Josemaria Escrivá 

ORAÇÃO – Ó Deus, que por mediação da Santíssima Virgem concedestes inúmeras graças a São Josemaria, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão, fazei com que eu também saiba converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir, com alegria e simplicidade, a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com a luz da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de São Josemaria o favor que Vos peço... (peça-se) Ámen.


Pai nosso, Ave Maria, Glória

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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

4º Dia da NOVENA DO TRABALHO


Trabalho bem acabado


Reflexão: Palavras de São Josemaria Escrivá Não podemos oferecer ao Senhor uma coisa que, dentro das pobres limitações humanas, não seja perfeita, sem mancha, realizada com atenção até nos mínimos detalhes: Deus não aceita trabalhos “marretados”. Por isso o trabalho de cada qual – essa atividade que ocupa as nossas jornadas e energias – há de ser uma oferenda digna aos olhos do Criador; numa palavra, uma tarefa acabada, impecável (Amigos de Deus, n. 55)
Antes de mais, devemos amar a Santa Missa, que tem que ser o centro do nosso dia. Se a vivermos bem, como não havemos de continuar depois com o pensamento no Senhor, para trabalhar como Ele trabalhava e amar como Ele amava? (É Cristo que passa, n. 154)

Para encontrar trabalho - Para que, com o auxílio de Nossa Senhora, não demore a resolver-se o problema do meu desemprego. E para que, ao iniciar o novo trabalho, Deus me ajude a colocar todo o empenho em realizá-lo com categoria, com a maior perfeição possível, sem fazer as tarefas de qualquer maneira – convencido de que um trabalho mal feito não pode ser santificado, porque lhe falta amor, que é a condição imprescindível para que qualquer atividade humana possa ser agradável a Deus.




Para fazer um bom trabalhoPara que Deus me ajude a colocar todo o empenho em realizar o meu trabalho com categoria, com a maior perfeição possível, sem fazer as tarefas de qualquer maneira – convencido de que um trabalho mal feito não pode ser santificado, porque lhe falta amor, que é a condição imprescindível para que qualquer atividade humana possa ser agradável a Deus.

Rezar a oração a São Josemaria Escrivá
ORAÇÃO – Ó Deus, que por mediação da Santíssima Virgem concedestes inúmeras graças a São Josemaria, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão, fazei com que eu também saiba converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir, com alegria e simplicidade, a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com a luz da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de São Josemaria o favor que Vos peço... (peça-se) Ámen.


Pai nosso, Ave Maria, Glória

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

3º Dia da NOVENA DO TRABALHO



Trabalhar com ordem e constância

Reflexão: Palavras de São Josemaria Escrivá Como é breve a duração da nossa passagem pela terra! ... Verdadeiramente é curto o nosso tempo para amar, para dar, para desagravar. Não é justo, portanto, que o malbaratemos... Não podemos desperdiçar esta etapa do mundo que Deus confia a cada um de nós (Amigos de Deus, n. 39).

Quando tiveres ordem, multiplicar-se-á o teu tempo e, portanto, poderás dar mais glória a Deus, trabalhando mais a seu serviço (Caminho, n. 80).

Para encontrar trabalho - Para que, com o auxílio de Maria Santíssima, consiga um trabalho estável e apropriado. E que, quando – por bondade de Deus – já estiver trabalhando, saiba aproveitar o tempo como um tesouro que é; e me esmere em aprimorar a virtude da ordem, de modo que consiga fazer tudo com pontualidade, intensidade e constância, sem confusões nem atrasos, seguindo um plano bem estruturado, que me permita dedicar, de modo equilibrado, os horários convenientes a cada um dos meus deveres: vida espiritual, família, profissão e relações sociais.
Para fazer um bom trabalho - Para que, com o auxílio de Maria Santíssima, saiba aproveitar o tempo como um tesouro que é; e que me esmere em aprimorar a virtude da ordem, de modo que consiga fazer tudo com pontualidade, intensidade e constância, sem confusões nem atrasos, seguindo um plano bem estruturado, que me permita dedicar, de modo equilibrado, os horários convenientes a cada um dos meus deveres: vida espiritual, família, profissão e relações sociais.

Rezar a oração a São Josemaria Escrivá
ORAÇÃO - Ó Deus, que por mediação da Santíssima Virgem concedestes inúmeras graças a São Josemaria, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão, fazei com que eu também saiba converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir, com alegria e simplicidade, a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com a luz da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de São Josemaria o favor que Vos peço... (peça-se) Ámen.

Pai nosso, Ave Maria, Gloria


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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

2º Dia da NOVENA DO TRABALHO


Trabalhar por amor a Deus
Reflexão: Palavras de São Josemaria Escrivá
A dignidade do trabalho se baseia no Amor. O grande privilégio do homem é poder amar, transcendendo assim o efêmero e transitório (É Cristo que passa, n. 48).
Fazei tudo por Amor. – Assim não há coisas pequenas: tudo é grande. – A perseverança nas pequenas coisas, por Amor, é heroísmo (Caminho, n. 813).
Na simplicidade do teu trabalho habitual, nos detalhes monótonos de cada dia, tens que descobrir o segredo – para tantos escondido – da grandeza e da novidade: o Amor (Sulco, n. 489).

Para encontrar trabalho - Para que Deus me conceda a graça de conseguir logo um trabalho, que proporcione segurança à minha família. E para que, ao mesmo tempo, Ele me ajude a compreender que o que dá valor a qualquer trabalho honesto é o amor com que o fazemos: em primeiro lugar, amor a Deus, a quem oferecemos o trabalho; e amor ao próximo, a quem queremos servir e ser úteis.

Para fazer um bom trabalho - Para que Deus me ajude a compreender que o que dá valor a qualquer trabalho honesto é o amor com que o fazemos: em primeiro lugar, amor a Deus, a quem oferecemos o trabalho; e amor ao próximo, a quem queremos servir e ser úteis.

Rezar a oração a São Josemaria Escrivá
ORAÇÃO - Ó Deus, que por mediação da Santíssima Virgem concedestes inúmeras graças a São Josemaria, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão, fazei com que eu também saiba converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir, com alegria e simplicidade, a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com a luz da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de São Josemaria o favor que Vos peço... (peça-se) Ámen.
Pai nosso, Ave Maria, Gloria

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terça-feira, 16 de agosto de 2016

1° Dia da NOVENA DO TRABALHO

Opus Dei - Novena do Trabalho
Trabalho, caminho de santidade

Reflexão: Palavras de São Josemaria Escrivá Viemos chamar de novo a atenção para o exemplo de Jesus que, durante trinta anos, permaneceu em Nazaré trabalhando, desempenhando um ofício. Nas mãos de Jesus, o trabalho, e um trabalho profissional semelhante àquele que desenvolvem milhões de homens no mundo, convertese em tarefa divina, em trabalho redentor, em caminho de salvação (Questões atuais do Cristianismo, n. 55). Aí onde estão os nossos irmãos, os homens, aí onde estão as nossas aspirações, o nosso trabalho, os nossos amores, aí está o lugar do nosso encontro cotidiano com Cristo. Deus nos espera cada dia: no laboratório, na sala de operações de um hospital, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no seio do lar e em todo o imenso panorama do trabalho (Homilia: Amar o mundo apaixonadamente).

Para encontrar trabalho - Para que Deus Nosso Senhor me oriente no esforço de procurar trabalho, e me abençoe fazendo-me conseguir um emprego honesto, digno e estável; e que me ajude, depois, a olhar para a minha tarefa profissional como um caminho de santificação e de serviço aos outros, onde o meu Pai Deus me espera a toda a hora e me pede que imite Jesus quando trabalhava como carpinteiro em Nazaré. 

Para fazer um bom trabalho - Para que Deus Nosso Senhor me ajude a olhar para a minha tarefa profissional como um caminho de santificação e de serviço aos outros, onde Ele me espera a toda a hora, e me pede, em todas as circunstâncias, que imite Jesus quando trabalhava como carpinteiro em Nazaré. 

Rezar a oração a São Josemaria Escrivá
ORAÇÃO Ó Deus, que por mediação da Santíssima Virgem concedestes inúmeras graças a São Josemaria, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres quotidianos do cristão, fazei com que eu também saiba converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir, com alegria e simplicidade, a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com a luz da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de São Josemaria o favor que Vos peço... (peça-se) Ámen. 

Pai nosso, Ave Maria, Gloria

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domingo, 14 de agosto de 2016

Ser pai e ser cristão num mundo em crise moral e espiritual




PARECE OCORRER, no mundo atual, uma crise da paternidade. Cada vez menos homens querem assumir o título de “pai” com todas as obrigações e responsabilidades que isto implica. Quando Nosso Senhor Jesus Cristo diz: “A ninguém chameis pai” (Mt 23,9), estava obviamente se referindo à necessidade que todos temos de olhar primeiro para Deus, se é que pretendemos compreender o pleno significado da palavra – pois o Criador é a Fonte e a perfeição de toda a paternidade. S. Paulo Apóstolo diz (em Ef 3,14-15): “Dobro os joelhos em Presença do Pai do Céu, ao qual deve a sua existência toda família no Céu e na Terra”.

Se quisermos compreender o que é ser um pai, não devemos e não podemos olhar para o reino animal e nem para as fraquezas humanas. Se quisermos saber o que é ser pai, devemos olhar para Deus, meditar na Paternidade Divina, e assim poderemos vislumbrar um pouco da vocação que os pais têm aqui na Terra. Meditemos: quais os motivos de estarem faltando pais de verdade neste mundo em nossos tempos, e por que o demônio vem demonstrando tanto ódio tanto aos pais e ao seu papel fundamental?

Se existe uma figura que vem sendo atacada, em nossa sociedade, é a do pai. Nem sempre explicitamente, e por isso talvez nem todos percebam, mas a pessoa que deveria ser a mais forte, o modelo e o exemplo de todos e o sustentáculo da família, tem sido cada vez mais enfraquecida. Quantas e quantas famílias têm sido hoje constituídas, simplesmente, sem a figura do pai? Vivemos o hoje o extremo do absurdo de se considerar "família" um simples união de pessoas, sem a figura do pai e da mãe ou mesmo dos filhos. Dois homens ou duas mulheres homossexuais e um cachorro, vivendo juntos numa mesma casa, já são considerados uma "família linda" (já se tornou padrão dizer que não há diferença entre um cão e um filho), e ai de quem ousar discordar. Como é possível que tal aconteça? Como é que chegamos a este ponto?!

O inimigo espiritual da humanidade evidentemente quer destruir a família, e ele sem dúvida sabe por onde começar e a quem deve atingir primeiro: àquele que deveria ser a figura do próprio Deus no mundo; àquele que deveria ser, no seio da família, o ícone do Pai do Céu. Analisemos um pouco mais de perto esta triste realidade...

Em primeiro lugar, o fato de Deus Todo-Poderoso ser chamado, pelo Cristo e pelos santos, “Pai do Céu”, demonstra que a missão da paternidade é algo eminentemente espiritual. De fato, Nosso Senhor diziaAbba, que no hebraico coloquial tem significado realmente muito íntimo, próximo e cheio de ternura, algo como "Papai".

Se formos observar o reino animal, porém, veremos que ali a paternidade não tem consistência. Até encontraremos alguns elementos daquilo que entendemos por maternidade na observação dos bichos: entre os mamíferos, as fêmeas amamentam e cuidam dos seus filhotes por algum tempo; entre os pássaros, as fêmeas cuidam dos ninhos, protegendo os ovos. Claro que existe também a colaboração do macho, apesar de esta geralmente ser mais esporádica e menos próxima. O macho, via de regra, é o reprodutor; é aquele que, seguindo seus instintos, cumpre a tarefa de perpetuar a espécie. Logo que os filhotes atingem a fase adulta, estão por sua conta e risco: somem os laços de maternidade e, principalmente, de paternidade, de tal sorte que mesmo relacionamentos sexuais podem ocorrer entre os progenitores e suas crias. Quando falamos de paternidade no sentido humano, portanto, falamos de uma realidade não só física e genética, mas também espiritual.

Nosso Senhor Jesus Cristo, por sua vez, veio nos revelar uma realidade da qual a humanidade até então não suspeitava: Deus é Pai, e quer ser nosso Pai! No contexto do Antigo Testamento, a Paternidade Divina é sempre citada como metáfora, algo muito distante. Deus é chamado Pai do povo de Israel porque protegeu e confiou neste povo de modo especial. Em algumas oportunidades é também chamado Pai, mas por ser o Criador Todo-Poderoso. Deus é tratado como Pai, no seu sentido próprio, somente a partir de Jesus Cristo. O Messias é o Filho de Deus feito homem, e com isso revela que Deus é Pai, e assim mostra como Deus preza, sobremaneira, a família.

O Pai do Céu mandou seu Filho ao mundo, e se meditarmos neste sacratíssimo relacionamento Pai e Filho, repleto de um Amor tão incompreensível que também é Pessoa – o Espírito Santo – podemos perceber o significado mais perfeito de família e daquilo que Deus realmente espera da paternidade. Compreendemos assim porque o demônio se esmera tanto em derrubar a figura do pai.

Nos últimos séculos, no entanto, lamentavelmente, o que temos visto é a derrocada da figura do pai. Já com a reforma protestante foi atacada a figura de um grande pai espiritual universal, o pai terreno da grande comunidade cristã: o Papa. Os protestantes não aceitam um pai espiritual terreno. Depois vieram as revoluções e as quedas de diversas monarquias, de reis que também eram vistos, num sentido próprio, como pais de suas nações. A figura do pai veio e continua decaindo, no inconsciente coletivo; cada vez menos se sabe respeitá-lo, obedecê-lo, tê-lo como modelo e autoridade a ser não só observada, mas também admirada.

Agora, também nas famílias, a figura do pai vem diretamente sendo antagonizada pela sociedade atual. Existe claramente um projeto, um movimento, um processo em curso – que poderíamos chamar de satânico – para destruir a figura, a influência e a importância fundamental do pai na formação do ser humano.

Neste movimento sutil e tenebroso, um exército muito empenhado e competente de professores, autores, artistas e comunicadores esquerdistas vem desempenhando papel fundamental. Entre estes figuram nomes de grande popularidade e poder de formar opinião. Uma novela de grande sucesso, exibida recentemente pela maior rede de TV do Brasil (e que alcança diversos outros países), apresenta como uma espécie de herói nacional um personagem homossexual, desonesto e afetado, que chegou a jogar fora, numa caçamba de lixo, o próprio sobrinho recém-nascido. Tal personagem foi reverenciado, alcançou enorme popularidade e até hoje possui uma legião de fãs declarados.

De muitas maneiras, vemos na sociedade atual uma feminilização do homem: ele precisa se tornar cada vez mais materno e delicado – precisa assumir um certo ar e um comportamento cada vez mais dócil e suave, características e qualidades que são naturalmente típicas das mulheres. Se o homem não for assim, hoje, será desprezado, tratado como retrógrado, antiquado, reacionário... E ninguém quer esses rótulos. Ser pai no sentido tradicional tornou-se problemático, quando não inaceitável. Isso vem acontecendo na sociedade, na família e, devemos dizê-lo, até mesmo na própria Igreja. A figura poderosa e respeitável do sacerdote severo, antes viril e repleta de autoridade, foi substituída pela do "paizinho amiguinho", sempre muito "bonzinho", que fala aos fiéis como se falasse a crianças de 6 ou 7 anos de idade... O receio de melindrar a sensibilidade de pessoas cada vez mais frágeis está sempre presente. Por isso, não se fala mais no Inferno, dos castigos divinos (pois Deus, como Pai, castiga sim), das responsabilidades que homem e mulher devem assumir, das obrigações de pais e filhos. O tema das pregações parece que começa e termina sempre –, apenas e tão somente –, no amor, no perdão e na caridade divinos. E mais nada.

A grande verdade é que as nossas famílias atuais, cada vez mais, parecem ter “duas mães”: uma “mãe com barba” e outra mãe sem barba, porque os dois –, pai e mãe, macho e fêmea –, querem fazer o papel da mulher... Ninguém mais quer assumir o papel do pai bravo, educador, amoroso porém detentor da autoridade última naquele núcleo familiar; responsável por prover não só o sustento, mas também e principalmente a base moral aos filhos.


O que caracteriza um pai?

Como definir a especificidade da figura do pai? O que o define? Analisando a ação de Deus Pai na História Sagrada, a partir do Antigo Testamento, vemos que a primeira coisa que o SENHOR faz é dar a sua Lei; é estabelecer os limites entre o que é certo e o que é errado. Isso é próprio da figura do pai: educar. Isto implica também castigar, sim, quando preciso – é próprio do amor verdadeiro e zeloso do pai. Quer queira quer não, o pai sempre significou, de algum modo, a lei. E isso também pode significar, em determinados momentos, um certo distanciamento – e é por isso que não se quer mais ser pai. Todos querem ser "modernos", querem ser bonzinhos, tolerantes... Querem ser "cúmplices" dos filhos. E para alguém se assumir como a lei, como aquele que impõe os limites, é preciso coragem, determinação, firmeza em suas convicções. Isso dá trabalho e pode gerar alguma antipatia. Evita-se correr o risco.

Deus, que inspira a nossa paternidade, é o mesmo que – para o nosso bem – apresenta os nossos limites, dá a Lei e nos mostra até onde podemos ir, apresentando a simples verdade: Ele é Deus, e não nós! Se quisermos ter uma vida realizada, feliz e plena, precisamos em primeiro lugar reconhecer este fato elementar.

Todo ser humano, em alguma fase de sua juventude, vive um período de rebeldia. Quer contestar a ordem estabelecida, quer impor o seu querer e o seu pensar, revolta-se contra "o sistema"... Ele quer, enfim, ser o seu próprio deus. Adolescentes, se não forem devidamente orientados, tornam-se pequenos ditadores. Cabe antes de tudo ao pai orientar, apontar a realidade, apresentar os limites, ensinar a lição fundamental: você não é deus.

O pai cristão deve fundamentalmente e sempre, afinal, conscientizar-se dos seguintes fatos: por um lado, a Paternidade Divina é insubstituível; por outro, os pais aqui na Terra são como ícones de Deus Pai.

São José não era propriamente pai de Jesus, mas ele de alguma forma serviu como um pai para o Senhor aqui na Terra, e não apenas socialmente, mas também, em algum nível, psicológica e espiritualmente. De alguma forma existia essa noção de paternidade sublime e sagrada, mesmo entre Jesus e José, e nós o percebemos quando a Virgem Maria diz a Jesus Menino, ao encontrá-lo no Templo: “Meu filho, por que fizeste isso? Teu pai e eu te procurávamos, cheios de aflição”. Por esta declaração de Maria Santíssima, vemos que Jesus chamava e tratava a S. José como pai, mesmo sabendo que aquele homem santo não era, de fato, seu pai. Mesmo assim, Jesus o respeitava como ícone de pai neste mundo.

E a Sagrada Escritura diz, ainda mais, que Jesus “desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito” (Lc 2,49-51). Jesus, aos doze anos de idade, depois de tratar dos “negócios de Seu Pai” – o próprio Deus, no Templo em Jerusalém – voltou com sua mãe e seu pai adotivo para Nazaré, onde viviam, e era-lhes obediente.

Jesus, o Filho de Deus e Deus, sujeito e obediente ao seu pai adotivo humano!
 Que lição maravilhosa para os nossos jovenzinhos de hoje, sempre rebeldes e tão cheios de razão!

Evidente que assumir-se como ícone de pai não quer dizer obrigar os filhos a uma obediência cega, tiranizando-os e obrigando-os à obediência cega. A grande missão do pai de família cristão é colocar-se de joelhos diante do Pai dos pais, do qual provém toda a paternidade, para aprender como gerar espiritualmente aos seus filhos.


Sir Alec Guinness como Pe. Brown

Um grande testemunho de conversão é o do ator inglês Alec Guinness, mais conhecido das novas gerações pela sua interpretação do velho "jedi" Obi Wan Kenobi no filme Star Wars original, de 1977 (foto menor), que chegou a receber da realeza o título "Sir", em reconhecimento da sua brilhante carreira no cinema.

Sir
 Guinness interpretou o personagem principal no filme“The misteryes of Fr. Brown" ('Os mistérios do Padre Brown'), de 1954. À ocasião, ele não tinha religião, declarando-se como agnóstico que não tinha conhecimento de religião e nem interesse nas coisas de Deus. Certo dia, ao terminar as filmagens, sentindo-se cansado, não retirou a fantasia de padre e preferiu retornar a pé ao hotel onde estava hospedado, localizado próximo à locação daquele dia, e ainda vestindo a batina. Ao cruzar uma esquina, surgiu-lhe uma criança dos seus oito anos de idade, que ele nunca soube identificar, e que lhe gritava: “Mon Père! Mon Père!” (‘Meu pai! Meu pai!’, que é como os franceses chamam carinhosamente os padres), achando, evidentemente, que ele fosse realmente um sacerdote...

O menino se aproxima, toma sua mão, e os dois caminham por um bom trecho de mãos dadas, enquanto a criança alegremente vai lhe confidenciando muitas coisas da sua vidinha, embora Sir Alec Guiness não o compreendesse bem, porque não falava fluentemente o francês. Ao final do percurso, o pequenino se despede com um: “Au revoir mon pere!”, e vai embora muito alegre.

O agnóstico Alec Guinness sentiu-se profundamente tocado por essa experiência simples. Passou a refletir sobre que religião seria essa, que faz com que uma criança confie tão completamente num desconhecido, apenas por ser padre, como se fosse realmente seu pai. E a confiança na figura do pai de uma comunidade, representada pelo padre, fez com que este famoso ator começasse a investigar o catolicismo e o que representa a religião católica. E assim se converteu. Sir Alec Guinness, a partir dali, viveu como um fiel católico até o dia de sua morte.

Isso ocorreu na primeira metade do século 20. Porém, diante deste belo testemunho, o que percebemos? A triste derrocada da figura do pai nas últimas décadas. E vemos que o demônio fez um trabalho tão bem feito que, hoje, muitos padres hesitam em demonstrar afeto para com uma criança.

Consta que o grande S. João Maria Vianney, celebrado pela Igreja em 4 de agosto, passou várias horas da sua vida diante do Sacrário, aos prantos, pedindo a Jesus: “Senhor, convertei a minha paróquia”. Todas as ações pastorais dos padres, bem como todas as nossas iniciativas como pais de família, só têm sentido se forem acompanhadas da Paternidade espiritual e da confiança primeira em Deus. Somente assim é possível ser verdadeiramente, simplesmente... Pai.

Peçamos a Nosso Senhor e à Santíssima Virgem que nos auxiliem a restabelecer a necessária figura do autêntico pai neste mundo secularizado e cada vez mais materialista.

___
Ref.:
Sermão de Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Jr., disponível em:
http://padrepauloricardo.org/episodios/crise-da-paternidade
Acesso 20/01/014

sábado, 13 de agosto de 2016

Padre Pio e as modas indecentes

Novena do Trabalho

NOVENA DO TRABALHO - Você que está empregado e principalmente que está desempregado, venha fazer conosco essa novena. A partir do dia 16/08 próxima terça feira. Postaremos as orações todos os dias as 6hs.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

AS DIFICULDADES OBJETIVAS

Nem tudo é subjetivo
Nem todas as nossas dificuldades são subjetivas, fruto da imaginação egoísta e do coração estreito.
Existem dificuldades objetivas, e não somente existem como são uma permanente presença no caminho da nossa vida, em cada um dos seus passos. E é natural que seja assim.
A existência humana é dinâmica. O progresso é lei da nossa vida, porque não estamos “feitos” de uma vez por todas, mas avançamos passo a passo, ao longo dos nossos dias, rumo à nossa plenitude. Isto exige uma contínua superação, uma vez que avançar não é dar voltas ao redor do mesmo ponto, mas subir, superar-se a si mesmo e crescer. Em qualquer momento da nossa existência, sempre podemos enxergar – tanto do ponto de vista do trabalho e da cultura, como da vida espiritual e moral – mais um degrau a galgar, mais um patamar a alcançar. E é claro que ninguém consegue uma ascensão sem esforço e, em consequência, sem ter de enfrentar resistências e obstáculos.
Montanhas e serras, dificuldades, têm um valor para quem caminha. Poderiam ser barreiras – se faltasse ideal e empenho –, mas podem ser degraus. Lembrando-nos de São Paulo, que afirma que todas as coisas concorrem para o bem dos que amam a Deus (Rom 8, 28), procuraremos ver – nas próximas meditações – como é que as dificuldades objetivas podem contribuir para o nosso melhoramento.
As dificuldades firmam-nos no bem
As dificuldades firmam-nos no bem, dão têmpera moral.
Na vida do esportista, cada dificuldade é um “desafio”. Não costuma ser assim – infelizmente – na vida moral. Basta às vezes o aparecimento de uma dificuldade um pouco maior para sentirmos a tentação de deter a marcha e olhar para trás; de desistir ou, pelo menos, de estacionar.
Esta tentação nota-se especialmente quando fazemos bons propósitos de mudança. Começamos bem, animados e esperançosos: desta vez, as coisas vão melhorar. Mas lá vem logo, como um balde de água fria, uma dificuldade não esperada, pelo menos não esperada… tão cedo.
Imaginemos um pai de família que um belo dia se propõe sair do seu proverbial mutismo e ultrapassar as habituais respostas monossilábicas e secas. Tenta, mais ou menos desajeitadamente, dizer umas palavras especialmente amáveis à esposa e aos filhos. Não se sabe se pelo insólito do caso, ou porque o diabo meteu o rabo, o fato é que mulher e filhos reagem mal: “Você não se sente bem?”, “Pai, o que é que deu no senhor?” Imediatamente, o pai-caramujo, ferido nas suas melhores intenções, sente o irresistível impulso de se enfiar no mais profundo da sua carapaça e dizer: “Nunca mais!”…
É muito comum os propósitos murcharem por tropeçarmos com obstáculos. Não nos esforçamos por ser mais afáveis porque nem sempre somos bem compreendidos. Não perseveramos na oração diária porque nos distraímos com facilidade e temos a impressão de estar perdendo o tempo. Não mantemos os horários de trabalho e os planos de aproveitamento do tempo porque desanimamos com os imprevistos que os alteram. Não prosseguimos na luta por ser humildes porque não conseguimos evitar que as pontadas do nosso amor-próprio pipoquem a cada passo.
Na realidade, cada dificuldade que surge no caminho dos nossos bons propósitos nos põe à prova. É um teste de sinceridade. Porque a dificuldade, incitando-nos a desistir ou a recuar, obriga-nos a tomar uma posição, a determinar se queremos ou não. Com efeito, cada dificuldade provoca uma certa hesitação, e por isso mesmo nos exige uma decisão. A nossa vontade deverá inclinar-se ou pelo lado do ideal moral – dos valores e das virtudes cristãs – ou pelo lado da facilidade.
Certamente a dificuldade nos abala. Mas também é como se, por assim dizer, nos obrigasse a fixar o olhar num valor moral superior: um valor difícil, mas autêntico. Tendo-o inequivocamente diante dos olhos, não temos outro jeito senão optar e dizer um “sim” ou um “não”, pondo assim à prova se queremos o bem acima de tudo ou se apenas o desejamos de um modo relativo e sem compromisso. Cada dificuldade, portanto, permite uma auto-avaliação da nossa qualidade moral.
Se, no exemplo do pai de família antes mencionado, o protagonista desiste dos seus bons propósitos, estará optando pelo orgulho (não estará disposto a sofrer mais uma pequena humilhação em prol do bem); pelo contrário, se persevera no esforço, optará pelos valores cristãos da humildade e do amor; e, na medida em que prosseguir na luta por melhorar a sua caridade, por abrir um espaço novo ao amor na rispidez do seu caráter, estará firmando em si uma nova e mais alta qualidade moral, crescerá em estatura espiritual e se tornará, no sentido mais profundo e verdadeiro do termo, um homem melhor.
Quando sentimos, portanto, o desânimo que, perante uma dificuldade, nos impele a pensar que “não dá”, devemos convencer-nos de que a verdade se encontra na posição contrária: somente assim é que dá. Isto é, que somente enfrentando e superando uma dificuldade colocada no caminho da virtude é que a mesma virtude se consolida e se torna forte.
Adaptação de um trecho do livro de F. Faus, O valor das dificuldades

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Querer o perdão


Precisamos querer o perdão e buscá-lo; precisamos dessa graça divina para perdoar setenta vezes sete

“Jesus respondeu: ‘Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete’” (Mateus 18,22).

Jesus deu essa resposta quando Lhe foi perguntado quantas vezes devemos perdoar o nosso irmão, pois parece que todos nós temos um limite em nossa capacidade de lidar e suportar determinadas coisas e situações. O que Jesus está dizendo não é por causa do outro, é pelo nosso próprio coração, porque este não pode ter limites para o perdão, pois perdoar deve ser a característica fundamental da espiritualidade cristã, da nossa relação com Deus e com o próximo.

Quando o perdão é esquecido, quando ele se torna cansativo, as coisas vão se aglutinando, se amontoando, ajuntando-se dentro de nós; depois, isso cria um embaraço terrível. E lá na frente, quando quisermos resolver, as coisas estarão duras demais ou mal resolvidas.

Pode ser que, na hora, não tenhamos força, mas não seremos ingênuos em fingir que somos máquinas, onde apertamos um botão e logo perdoamos. Não é assim que funciona o coração humano, entretanto, a disposição e a vontade de perdoar precisam acontecer a todo momento, por mais ferida que a alma e o coração estejam; mesmo que seja preciso fazer um trabalho espiritual, um trabalho humano e psicológico, para que o perdão floresça.

O perdão nasce da vontade de perdoar, mesmo que não sintamos, que não consigamos perdoar de imediato nem tenhamos amadurecido. Precisamos querer e buscar o perdão; precisamos dessa graça divina para perdoar setenta vezes sete! Primeiro, para que tenhamos saúde espiritual, psíquica e física, porque o contrário gera muitas pessoas doentes. Segundo, porque é dessa forma que Deus nos perdoa, Ele não limita o Seu perdão a nós, não nos perdoa só até um determinado ponto: “Já pequei demais, agora Deus não me perdoa mais!”. Sabemos que não é assim, pois todas as vezes que vamos buscar o nosso Pai, implorando o Seu perdão e Sua misericórdia, Ele não nos nega.

Não seja como o homem do Evangelho de hoje, que foi “sem vergonha”. Ele foi perdoado de sua dívida, que era grande, mas quando encontrou seu companheiro na estrada, foi muito cruel e duro. O homem pediu apenas mais um tempo para pagar a dívida, mas ele disse ‘não’ e mandou lançá-lo na prisão.

Recebemos o perdão enorme, sem contas do coração de Deus, mas perdoamos pouco ou quase nada. Muitos podem pensar: “Mas nem sempre eu consigo perdoar!”. É verdade, mas então peçamos ao Senhor que nos dê um coração bom e misericordioso como o d’Ele, porque Ele perdoa tudo, menos o coração de quem não tem “vergonha na cara”, de quem foi muito perdoado por Ele, mas é incapaz de usar o perdão para com seu próximo.

“Pai, perdoa as nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos ofendeu!”.

Deus abençoe você!


Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova,

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