sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

5 coisas que deve saber sobre a Quaresma


A Quaresma é um tempo litúrgico em que por 40 dias a Igreja chama os fiéis à penitência e à conversão, para se preparar verdadeiramente para viver os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo na Semana Santa.


Aqui estão cinco pontos que todo católico deve saber sobre a Quaresma:

1. Oração, mortificação e caridade: as três práticas quaresmais

A oração é uma condição indispensável para o encontro com Deus. Na oração, o cristão entra em diálogo íntimo com o Senhor, deixa que a graça entre em seu coração e, como Maria, abre-se para a oração do Espírito cooperando com ela em sua resposta livre e generosa (ver Lc 1,38).


A mortificação se realiza cotidianamente e sem a necessidade de fazer grandes sacrifícios. Com ela, são oferecidos a Cristo aqueles momentos que geram desânimo no transcorrer do dia e se aceita com humildade, gozo e alegria, todas as diversidades que chegam.

Da mesma forma, saber renunciar a certas coisas legítimas ajuda a viver o desapego e desprendimento. Dentro dessa prática quaresmal, estão o jejum e a abstinência que serão explicados mais adiante.

A caridade é necessária como refere São Leão Magno: “Se desejamos chegar à Páscoa santificados em nosso ser, devemos pôr um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre multidão de pecados”.

Sobre esta prática, São João Paulo II explica que este chamado a dar “está enraizado no mais profundo do coração humano: toda pessoa sente o desejo de colocar-se em contato com os outros e se realiza plenamente quando se dá livremente aos demais”.


2. O jejum e a abstinência

O jejum consiste em fazer uma refeição forte por dia, enquanto a abstinência consiste em não comer carne. Com ambos os sacrifícios, reconhecemos a necessidade de fazer obras para reparar o dano causado por nossos pecados e para o bem da Igreja.


Além disso, de forma voluntária, deixam-se de lado necessidades terrenas e se redescobre a necessidade da vida do céu. “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4,4).

O jejum não proíbe de tomar um pouco de alimento na parte da manhã e à noite. É obrigatório dos 18 aos 59 anos.

Por outro lado, a abstinência, embora proíba o consumo de carne, não é o caso de ovos, leite e qualquer condimento feito a partir de gorduras animais. O jejum é obrigatório a partir de 14 anos de idade.


3. A Quaresma começa com a Quarta-feira de Cinzas e termina na Quinta-feira Santa

Na Quarta-feira de Cinzas começam os 40 dias de preparação para a Páscoa. Após a Missa, o sacerdote abençoa e impõe as cinzas feitas de ramos de oliveira abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Estas são impostas fazendo o sinal da cruz na testa e dizendo as palavras bíblicas: “Lembra-te que és pó e ao pó retornarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Desta forma, a cinza é um sinal de humildade e recorda ao cristão sua origem e seu fim.


A Quaresma termina na Quinta-feira Santa. Nesse dia, a Igreja recorda a Última Ceia do Senhor, quando Jesus de Nazaré compartilhou a refeição pela última vez com seus apóstolos antes de ser crucificado na Sexta-feira Santa.

4. A duração da Quaresma está baseada na simbologia do número 40 na Bíblia

Os 40 dias da Quaresma representam o mesmo número de dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, os quarenta dias do dilúvio, os quarenta dias da marcha do povo judeu pelo deserto, os quarenta dias de Moisés e Elias na montanha e os 400 anos que durou a estadia dos judeus no Egito.


Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido de zeros significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provas e dificuldades.

5. Na Quaresma, a cor litúrgica é o roxo

A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência. É um tempo de reflexão, penitência, conversão espiritual; tempo para preparar o mistério pascal.



Fonte: http://www.acidigital.com

OS QUINZE MISTÉRIOS DO ROSÁRIO - Segundo Padre Pio


Mistérios Gozosos
 (segundas e quintas-feiras)
(Após cada mistério, rezar um Pai Nosso, dez Ave Marias e um Glória)
  1. Anunciação: Ó Maria, cheia de graça, pela humildade que fez de ti a Mãe de Deus, obtém também para nós uma encarnação do Verbo na qual toda a Vontade divina possa cumprir-se.
  2. Visita de Maria Santíssima a Isabel: Ó Maria, Mãe Divina, dá-nos o fruto de teu ventre para que, com teu exemplo, possamos conquistar o nosso próximo para Jesus, com uma caridade maravilhosa.
  3. Nascimento do Menino Jesus: Ó Maria, mais terna das Mães, preenche o nosso coração de ternura por teu pequeno Jesus e dá-nos a paz prometida aos homens de boa vontade.
  4. Apresentação de Jesus no templo: Ó Maria, resplandecente de beleza na real oferta de teu Jesus ao templo, oferece-nos totalmente a Deus em ato de perfeita obediência.
  5. Reencontro de Jesus no templo: Ó Maria, eterna suavidade, conserva-nos Jesus no coração, mas, se desafortunadamente o perdermos, faz com que logo o reencontremos.
Mistérios Dolorosos
 (terças e sextas-feiras)
  1. Agonia de Jesus no horto do Getsêmani: Ó Jesus agonizante no horto das oliveiras, infunde-nos a força de superar os abandonos e as desolações do coração e dá-nos a contrição pela ofensa a Deus.
  2. Flagelação de Jesus: Ó Jesus adorado, faz que cada gota do sangue que derramaste de tuas mãos feridas seja voz poderosa que nos atraia a ti sem reservas, para que possamos oferecer-te todo o nosso ser.
  3. Coroação de espinhos: Ó Jesus escarnecido, reprime a vaidade da nossa imaginação, separa-nos do transitório e prende-nos àquilo que dura para sempre! Por teu Sacerdócio Santo, dá-nos sacerdotes santos.
  4. Cruz de Jesus: Ó Maria, Mãe sofredora, faze que contigo sigamos Jesus que se fez fraco para dar-nos força, que caiu para que pudéssemos nos levantar. Que nada nos afasta da subida do nosso Calvário, para chegar ao cume e ali morrer com Jesus, assistidos por ti, Mãe amorosa!
  5. Morte de Jesus na cruz: Ó Maria, Rainha dos Mártires, faze com que morramos para nós mesmos a fim de que possamos viver e morrer com Jesus e para Jesus. Que a nossa separação da terra seja um perfeito ato de amor e de sofrimento, um ansiado suspiro do “Encontro”.
Mistérios Gloriosos
 (quartas-feiras, sábados e domingos)
  1. Ressurreição de Jesus: Ó Eterna Amada, dá-nos a tua humildade, para que, quando morrermos, Jesus possa nos dizer: Vem, querida alma, eu mesmo quero levantar-te porque te fizeste pequena!
  2. Ascensão de Jesus ao céu: Flor da Trindade, guia-nos ao puro amor e faze-nos compreender que, na terra, só teremos de conhecer uma única tristeza: a de não ser santos.
  3. Descida do Espírito Santo: Mãe do amor maravilhoso, tu que experimentaste todas as doçuras, acende em nosso coração a chama sagrada que nos faça morrer de amor para atirar-nos no eterno abraço ao lado de ti e de nosso amado Pai.
  4. Assunção de Maria ao céu: Mãe dulcíssima, enquanto nos alegramos por tua gloriosa subida ao céu, faze com que também nós possamos subir em companhia de todas as almas de nossos irmãos.
  5. Coroação de Maria Santíssima: Ó Rainha do Paraíso, que, acima dos anjos e dos santos, estás à direita de Jesus, a ti suspiramos neste vale de lágrimas. Protege-nos e não nos abandones até nos veres salvos no céu abençoando e cantando as misericórdias de Deus.
Fonte: LEITE, Silvana Cobucci. Padre Pio, crucificado por amor. 1ª edição. Editora Loyola, 2003.
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

UM SEGREDO DE SANTIDADE E DE FELICIDADE

Imagem relacionada 

Um segredo de santidade e de felicidade Eu lhes quero comunicar: Todos os dias, durante cinco minutos deixem vossa fantasia em completo silêncio. Fechai vossos olhos a todas as coisas visíveis e vossos ouvidos a todo barulho do mundo. Entrai no santuário de vossa alma, batizada no templo do Espírito Santo, e falai a este Espírito Divino: “Ó Espírito Santo, alma da minha alma! Eu Te adoro, eu creio em Ti, eu espero em Ti, eu Te amo. Ilumina-me, guia-me, fortifica-me e consola-me. Dize-me o que devo fazer e dá-me Tuas ordens. Eu Te prometo de me sujeitar totalmente as Tuas ordens e aceitar tudo, que me possa acontecer pela Tua permissão. Só me deixa reconhecer Tua vontade.” Se fizerdes isto, vossa vida ficará bem clara interiormente, ficareis felizes e consolados, mesmo no meio de todos os sacrifícios, pois a graça aumenta na mesma proporção que a provação, ela vos dá a força para suportar a cruz. Chegareis cobertos de merecimentos à porta do paraíso. Esta submissão, sob a direção do Espírito Santo, é o segredo da santidade. 

(Do Kardinal Mercier, Imprimatur:. 17.7.1958, L. Waeber, vic. gen.)

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Via Sacra – As 15 estações

Oração Inicial



Dirigente: Senhor Jesus, queremos nesta via-sacra seguir vossos passos
no caminho para o Calvário. Neste longo e tenebroso trajeto, suportastes
dores, injúrias e humilhações. Ajudai-nos a meditar estas estações com
muita fé e devoção. Queremos aprender de vós a fidelidade a Deus, mesmo
diante das dificuldades que nos cercam ao longo da vida. A “via dolorosa” é
essencialmente um exercício de piedade e devoção, um caminho que nos
permite purificar nossos passos no vosso seguimento. Que esta via crucis
aumente em nós o amor a Deus e aos irmãos.


PRIMEIRA ESTAÇÃO
Jesus é condenado à morte
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Quando o “povo” pediu a crucificação de Jesus, Pilatos pediu água
e lavou as mãos, dizendo: “Não sou responsável pelo sangue deste homem.
É um problema de vocês”. Depois de mandar açoitar Jesus, entregou-o para ser crucificado.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
A morrer crucificado,
Teu Jesus é condenado
por teus crimes, pecador.
Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.


SEGUNDA ESTAÇÃO
Jesus carrega a sua cruz
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Jesus recebe sobre seus ombros a cruz e se dirige ao monte
Calvário ou Gólgota, onde será crucificado. A cruz era um antigo
instrumento de suplício, usado para executar os condenados à morte.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Com a cruz é carregado
e do peso acabrunhado,
vai morrer por teu amor.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.


TERCEIRA ESTAÇÃO
Jesus cai pela primeira vez
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Jesus caminha cansado e abatido sob o peso da cruz. Seu corpo
está coberto de sangue, suas forças esmorecem, e ele cai. Com chicotes,
os soldados o forçam a se levantar e continuar o caminho para o Calvário.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Pela cruz tão oprimido
cai Jesus desfalecido
pela tua salvação.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.


QUARTA ESTAÇÃO
Jesus se encontra com sua mãe
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Mãe e filho se encontram e se abraçam em meio à dor. Eles tudo
partilham, até a cruz, até o fim. Sem palavras, a dor leva-nos a compartilhar
este momento sofrido, expresso em seus rostos.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
De Maria lacrimosa,
sua mãe tão dolorosa,
vê a imensa compaixão.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.


QUINTA ESTAÇÃO
Simão ajuda Jesus a carregar a sua cruz
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Enquanto levavam Jesus para ser crucificado, Simão de Cirene, que
voltava do campo, foi obrigado a carregar a cruz para que Jesus não
desfalecesse pelo caminho, pois tinha de permanecer vivo até a crucifixão.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Em extremo desmaiado,
deve auxílio tão cansado,
receber do Cirineu.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.


SEXTA ESTAÇÃO
Verônica enxuga o rosto de Jesus
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Uma mulher que assistia à passagem de Jesus se comove ao ver a
cena e decide limpar a face do condenado tingida de sangue. No pano
usado por Verônica ficou gravado o rosto de Jesus.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
O seu rosto ensanguentado,
por Verônica enxugado
eis no pano apareceu.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.


SÉTIMA ESTAÇÃO
Jesus cai pela segunda vez
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Jesus sabia do fim que o esperava. Seu espírito estava preparado,
mas seu corpo estava esgotado e abatido. Por isso, caminhava com
dificuldade e pela segunda vez cai sob a cruz.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Outra vez desfalecido,
pelas dores abatido,
cai em terra o salvador.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.


OITAVA ESTAÇÃO
Jesus consola as mulheres de Jerusalém
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Já estavam próximos do monte Calvário. Jesus, abatido pela dor e
vendo suas forças esgotadas, ainda tem ânimo para consolar as mulheres
que, chorando, lamentavam o sofrimento dele.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Das matronas piedosas,
de Sião filhas chorosas,
é Jesus consolador.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.


NONA ESTAÇÃO
Jesus cai pela terceira vez
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Jesus já não suporta o cansaço e a dor, por isso cai pela terceira
vez sob o peso da cruz. Quiseram dar-lhe vinho misturado com fel para
aliviar a dor, mas ele não quis beber.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Cai, terceira vez, prostrado
pelo peso redobrado,
dos pecados e da cruz.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.


DÉCIMA ESTAÇÃO
Jesus é despojado de suas vestes
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Os soldados tomaram as roupas de Jesus e fizeram um sorteio, para
ver a parte que cabia a cada um. Assim se cumpre a profecia: “Repartiram
entre si minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Dos vestidos despojado,
por verdugos maltratado,
eu vos vejo, meu Jesus.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.


DÉCIMA PRIMEIRA ESTAÇÃO
Jesus é pregado na cruz
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Jesus é crucificado. São cravados pregos de ferro que lhe rasgam a
carne, dilacerando mãos e pés. A cruz é erguida, Jesus fica suspenso entre
o céu e a terra. Agora é o fim, ele está definitivamente condenado.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Sois por mim à cruz pregado,
insultado, blasfemado
com cegueira e com furor.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.


DÉCIMA SEGUNDA ESTAÇÃO
Jesus morre na cruz
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Depois de longa agonia, Jesus lança seu último grito do alto da
cruz: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito”. Em seguida, inclinou a
cabeça e entregou o espírito a Deus.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Por meus crimes padecestes,
meu Jesus, por mim morrestes
como é grande a minha dor.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.


DÉCIMA TERCEIRA ESTAÇÃO
Jesus é descido da cruz
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Às vésperas do sábado, José de Arimateia foi a Pilatos e pediu o
corpo de Jesus. Com a permissão de Pilatos, José comprou um lençol de
linho, desceu o corpo da cruz e o enrolou no lençol. Maria, sua mãe,
recebeu-o em seus braços.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Do madeiro vos tiraram
e nos braços vos deixaram
de Maria, que aflição.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.


DÉCIMA QUARTA ESTAÇÃO
Jesus é sepultado
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: Depois de envolvê-lo num lençol, José de Arimateia colocou o corpo
de Jesus num túmulo escavado na rocha, onde ninguém ainda tinha sido
sepultado, e rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
No sepulcro vos deixaram,
enterrado vos choraram,
magoado o coração.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus.


DÉCIMA QUINTA ESTAÇÃO
A ressurreição de Jesus
Dirigente: Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos.
Todos: Porque pela vossa santa cruz remistes o mundo.
Leitor: No Domingo de madrugada, as mulheres foram ao túmulo e viram
que estava vazio. Dois homens com vestes claras e brilhantes lhes
perguntaram: “Por que procuram entre os mortos quem está vivo? Ele não
está aqui, mas ressuscitou”.
Pai-nosso… Ave-Maria… Glória ao Pai.
Meu Jesus, por vossos passos,
recebei em vossos braços,
a mim, pobre pecador.

Pela virgem dolorosa,
vossa mãe tão piedosa,
perdoai-me, bom Jesus


ORAÇÃO FINAL
Dirigente: Senhor Jesus, terminamos o percurso da via-sacra, onde
meditamos e rezamos sobre as principais dificuldades que enfrentastes no
caminho até o Calvário. Sobre vossa cruz resplandece a luz da esperança,
que não nos permite voltar atrás. A vossa cruz se torne para nós sinal de
vitória. Ajudai-nos a abraçá-la com amor para que possamos vislumbrar o
brilho da vossa ressurreição. Vós que viveis e reinais para sempre.
Todos: Amém.
Dirigente: Louvado será nosso Senhor Jesus Cristo.

Todos: Para sempre seja louvado.

http://www.kruiswegstaties.nl/nl/grote-kruisweg/speybrouck-gk14-afbeeldingen-van-de-kruisweg-door-jos-speybrouck-anno-1928/

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A disciplina das vontades


Dicas e Sugestões de Penitências para a Quaresma
Neste tempo de reflexão e preparação para a Páscoa, muitos católicos ficam com dúvidas em relação às Penitências. Desta forma, apresento-lhe algumas sugestões feitas pelo Pe. José Eduardo para vivermos uma Santa Quaresma 1) Penitências gastronômicas

– Trocar a carne por peixe, ovos ou queijo (ou mesmo comer puro)
– Comer menos arroz, feijão, pão, macarrão, para sair da mesa com um pouco de apetite
– Eliminar todos doces, refrigerantes, chocolate e demais guloseimas
– Nas refeições, acrescentar algo que seja desagradável, como diminuir a quantidade de sal ou colocar um condimento que quebre um pouco o sabor
– Comer algum legume ou verdura que não se goste muito
– Diminuir ou mesmo tirar as refeições intermediárias (como o lanche da tarde).
– Tomar café sem açúcar, ou água numa temperatura menos agradável
– Reservar algum dia para o jejum total ou parcial


Dicas e Sugestões de Penitências para a Quaresma 2) 

Penitências corporais

Apenas para ajudarem a não perdermos o sentido do sacrifício ao longo do dia, a não sermos relaxados, devendo ser pequenas e discretas.

– Dormir sem travesseiro
– Sentar-se apenas em cadeiras duras
– Rezar alguma oração mais prolongada de joelhos
– Não usar elevadores ou escadas rolantes
– Trabalhar sem se encostar na cadeira
– Cuidar da postura corporal
– Descer um ponto antes do ônibus e fazer uma parte do caminho à pé
– Deixar de usar o carro e pegar um transporte coletivo

Dicas e Sugestões de Penitências para a Quaresma 3) 

Penitências Morais

São as mais importantes

– Não reclamar das contrariedades do dia, mas agradecer e louvar a Deus
– Sorrir sempre, mesmo quando haja um nervoso
– Moderar a frequência às redes sociais, celular e computador (reduzir a poucas vezes ao dia)
– Desligar as notificações do celular
– Fazer os serviços mais incômodos na casa e no trabalho, ajudando os outros
– Acordar mais cedo para fazer oração
– Não ouvir música no carro
– Não assistir TV, mas dedicar este tempo à leitura
– Não usar jogos eletrônicos, caso seja viciado
– Fazer algum trabalho voluntário
– Rezar mais pelos outros, do que por si mesmo
– Reservar dinheiro para dar esmolas, mas sobretudo atenção aos mendigos
– Falar bem das pessoas que se gostaria de criticar
– Ouvir as pessoas incômodas sem as interromper
– Dormir no horário, mesmo sem vontade

Que todos possam ter uma intensa vivência quaresmal, para celebrarmos na alegria espiritual a santa Páscoa do Senhor!

(Texto compilados e escritos por Dom Henrique Soares da Costa, Bispo de Palmares e Pe. José Eduardo.)

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Como o cristão de hoje deve se mortificar?


A mortificação é um elemento tão necessário à vida cristã, que quem não quiser renunciar a si mesmo jamais poderá ser santo

A direção espiritual de hoje é dedicada ao tema das mortificações. O problema aqui tratado, de modo mais particular, consiste em saber quais são as formas de mortificação mais adequadas aos tempos e às condições em que vivemos atualmente.
Porque se é verdade, por um lado, que a mortificação é parte integrante da vida cristã e, portanto, um elemento indispensável a quem almeja chegar à perfeição no amor, nem por isso devemos afirmar, por outro, que todas as práticas penitenciais do passado sejam oportunas e convenientes ao cristão de hoje. Os tempos mudam e, com eles, os critérios do que é ou não confortável e incômodo, fácil e difícil, agradável e custoso tendem também a passar por sensíveis variações.
Seja como for, é importante ter sempre em mente que a mortificação ativa, em suas diversas manifestações, é, sim, uma necessidade, não só para repararmos os muitos pecados com que ofendemos a Deus, mas ainda para a nossa própria purificação e santificação. Precisamos mortificar-nos, no corpo e no espírito, a fim de pormos em ordem nossos afetos e dirigirmos nossa vida ao seu único e último fim: a glória a Deus. Por isso, o motivo principal da nossa mortificação não deve ser outro senão dispor o nosso coração, matando nele o que há de egoísmo e apego às criaturas, para amar o verdadeiro Amor.
Pois bem, feitas essas considerações iniciais, podemos encontrar em ninguém menos que S. Teresinha do Menino Jesus um guia mais do que confiável para saber como e em que medida devemos mortificar-nos. S. Teresinha, com efeito, foi um grande mensageiro enviado pelo Espírito Santo para iluminar os fiéis dos tempos modernos. E isso, antes de tudo, devido à sua profunda compreensão do espírito de ascese de S. João da Cruz. Para ela, assim como para o Doutor Místico, as mortificações extraordinárias, embora possam ter o seu valor, tendem muitas vezes a converter-se num caminho para o pior dos orgulhos, o orgulho espiritual de crer-se e sentir-se mais santo e virtuoso, e isto à custa das próprias forças e flagelos.
Daí que o principal vício que temos de combater não é tanto a gula ou a preguiça quanto esta soberba, que nos nossos dias se expressa como uma revolta sobranceira da inteligência e da razão. Com Lutero surge a pretensão do livre exame, em que cada um é para si mesmo palavra final e infalível; com o Iluminismo, do outro lado, deifica-se a razão humana e se lhe presta um culto que é a marca da nossa civilização laicista. É preciso, pois, ir direito ao pecado deste século — o orgulho da inteligência, virada de costas para Deus —, combatendo-o com humildade de espírito e coração.
Isso significa que, mais do que em praticar mortificações ativas, a nossa vida espiritual deve estar centrada em aceitar as mortificações passivas que Deus quiser-nos enviar. Não se trata, como é óbvio, de renunciar por completo à purificação dos sentidos e das potências da alma mediante privações justas e razoáveis, moderando os apetites, sabendo negar o que mais agrada ao paladar etc. Trata-se, isso sim, de uma infância espiritual, ou seja, da perfeita abnegação de si mesmo, inclusive nos menores e mais “insignificantes” detalhes de vida diária.
A nossa mortificação, nesse sentido, consistirá sobretudo em vencer-se a si mesmo e suportar, com ânimo resignado e docemente entregue à vontade divina, as dificuldades do dia-a-dia, as calúnias e detrações, as injustiças que nos atingem somente a nós, as humilhações e vexações que nos expõem a ridículo etc. Consistirá, noutras palavras, em querer ser esquecido e desprezado por amor a Nosso Senhor Jesus CristoPati et contemni pro Te. Será uma renúncia diária, descoberta apenas aos olhos do Pai, em que os sofrimentos involuntários se veem como uma visita amorosa de Deus. Será, enfim, um martírio continuado, às “alfinetadas”, pois quem não quer vencer o orgulho que lateja dentro de si, pela abnegação dos próprios caprichos e critérios, jamais se santificará, por maiores que sejam as mortificações ativas com que sulque a própria carne.


sábado, 10 de fevereiro de 2018

Horror ao aborto


O rigor de São Padre Pio diante do pecado de aborto salvava as almas dos pecadores. Ele tinha certeza de que tal pecado não podia ser tratado com banalidade:

"Certa vez, o Pe. Pellegrino disse a São Padre Pio: 'O Senhor esta manhã negou a absolvição a uma senhora porque esta fez um aborto. Por que foi tão rigoroso com aquela pobre desgraçada?'

Respondeu São Padre Pio: 'O dia em que as pessoas […] perderem o horror ao aborto, este será um dia terrível para a humanidade. […] O aborto não é somente um homicídio, mas também um suicídio. 

E, para aqueles que estão à beira de cometer com um só golpe um e o outro delito, temos que ter a coragem de mostrar a nossa Fé'."


Os 25 segredos que Jesus revelou a Santa Faustina para lutar contra o demônio


A Irmã Faustina Kowalska registrou em seu diário as instruções de Cristo

Em Cracóvia, no dia 2 de junho de 1938, o Senhor Jesus ditou a uma jovem Irmã da Misericórdia um retiro de três dias. Faustina Kowalska registrou minuciosamente as instruções de Cristo em seu diário, que é um manual de mística na oração e na misericórdia divina.
Este diário guarda as revelações de Cristo sobre o tema da luta espiritual, sobre como proteger-se dos ataques do demônio. Estas instruções se tornaram a arma de Faustina na luta contra o maligno inimigo.
Jesus começou dizendo: ” Minha filha, quero instruir-te sobre a luta espiritual”. E estes foram seus conselhos:
1. Nunca confies em ti, mas entrega-te inteiramente à Minha Vontade.
A confiança é uma arma espiritual. Ela é parte do escudo da fé que São Paulo menciona na Carta aos Efésios (6, 10-17): a armadura do cristão. O abandono à vontade de Deus é um ato de confiança; a fé em ação dissipa os maus espíritos.
2. Na desolação, nas trevas e diversas dúvidas, recorre a Mim e ao teu diretor espiritual; ele te responderá sempre em Meu Nome.
Em tempos de guerra espiritual, reze imediatamente a Jesus. Invoque seu Santo Nome, que é muito temido pelo inimigo. Leve as trevas à luz contando tudo ao seu diretor espiritual ou confessor, e siga suas instruções.
3. Não comeces a discutir com nenhuma tentação; encerra-te logo no Meu Coração.
No Jardim do Éden, Eva negociou com o diabo e perdeu. Precisamos recorrer ao refúgio do Sagrado Coração. Correr até Jesus é a melhor maneira de dar as costas ao demônio.
4. Na primeira oportunidade, conta-a ao confessor.
Uma boa confissão, um bom confessor e um bom penitente são a receita perfeita para a vitória sobre a tentação e a opressão demoníaca. Isso não falha!
5. Coloca o amor-próprio em último lugar, para que não contagie as tuas ações.
O amor próprio é natural, mas precisa ser ordenado, livre de orgulho. A humildade vence o diabo, que é o orgulho perfeito. Satanás nos tenta no amor próprio desordenado, que nos leva à piscina do orgulho.
6. Com grande paciência, suporta-te a ti mesma.
A paciência é uma grande arma secreta que nos ajuda a manter a paz da nossa alma, inclusive nas grandes tempestades da vida. A paciência consigo mesmo é parte da humildade e da confiança. O diabo nos tenta à impaciência, a voltar-nos contra nós mesmos, de maneira que fiquemos com raiva. Olhe para você mesmo com os olhos de Deus. Ele é infinitamente paciente.
7. Não descuides as mortificações interiores.
A Escritura nos ensina que alguns demônios só podem ser expulsos com oração e jejum. As mortificações interiores são armas de guerra. Podem ser pequenos sacrifícios oferecidos com grande amor. O poder do sacrifício por amor desaloja o inimigo.
8. Justifica sempre em ti, o juízo das Superiores e do Confessor.
Cristo falava a Santa Faustina, que morava em um convento. Mas todos nós temos pessoas com autoridade sobre nós. O diabo tem como objetivo dividir e conquistar; então, a obediência humilde à autoridade autêntica é uma arma espiritual.
9. Foge dos que murmuram, como se da peste.
A língua é uma poderosa embarcação que pode causar muito dano. Estar murmurando ou fazendo fofoca nunca é de Deus. O diabo é um mentiroso que gera acusações falsas e fofocas que podem matar a reputação de uma pessoa. Rejeite as murmurações.
10. Deixa que todos procedam como lhes aprouver; age tu antes como estou a exigir-te.
A mente da pessoa é a chave na guerra espiritual. O diabo é um intrometido que tenta arrastar todo mundo. Procure agradar Deus e deixe de lado as opiniões dos outros.
11. Observa a Regra o mais fielmente possível.
Jesus se refere à Regra de uma ordem religiosa aqui. Mas todos nós já fizemos algum tipo de voto ou promessa diante de Deus e da Igreja e precisamos ser fiéis a isso: promessas batismais, votos matrimoniais etc. Satanás nos tenta para nos levar à infidelidade, à anarquia e à desobediência. A fidelidade é uma arma para a vitória.
12. Se experimentares dissabores, pensa antes no que poderias fazer de bom pela pessoa que te faz sofrer.
Ser um canal da misericórdia divina é uma arma para fazer o bem e derrotar o mal. O diabo trabalha usando o ódio, a raiva, a vingança, a falta de perdão. Muitas pessoas já nos ofenderam. O que devolveremos em troca? Responder com uma bênção destrói maldições.
13. Evita a dissipação.
Uma alma faladeira será mais facilmente atacada pelo demônio. Derrame seus sentimentos somente diante do Senhor. Os sentimentos são efêmeros. A verdade é sua bússola. O recolhimento interior é uma armadura espiritual.
14. Cala-te quando te repreenderem.
Todos nós já fomos repreendidos em algum momento. Não temos nenhum controle sobre isso, mas podemos controlar nossa resposta. A necessidade de ter a razão o tempo todo pode nos levar a armadilhas demoníacas. Deus sabe a verdade. Deixe-a ir. O silêncio é uma proteção. O diabo pode utilizar a justiça própria para nos fazer tropeçar também.
15. Não peças a opinião a todos, mas do teu diretor: diante dele sê franca e simples como uma criança.
A simplicidade da vida pode expulsar os demônios. a honestidade é uma arma para derrotar Satanás, o mentiroso. Quando mentimos, colocamos um pé no terreno dele, e ele tentará nos seduzir mais ainda.
16. Não te desencorajes com a ingratidão.
Ninguém gosta de ser subestimado. Mas quando nos encontramos com a ingratidão ou com a insensibilidade, o espírito de desânimo pode ser um peso para nós. Resista a todo desânimo, porque isso nunca vem de Deus. É uma das tentações mais eficazes do diabo. Seja grato diante de todas as coisas do dia e você sairá ganhando.
17. Não indagues com curiosidade os caminhos pelos quais te conduzo.
A necessidade de conhecer e a curiosidade pelo futuro são tentações que levaram muitas pessoas aos quartos escuros do ocultismo. Escolha caminhar na fé. Decida confiar em Deus, que o leva ao caminho do céu. Resista sempre ao espírito de curiosidade.
18. Quando o enfado e o desânimo bateram à porta do teu coração, foge de ti mesma e esconde-te no Meu Coração.
Jesus entrega a mesma mensagem pela segunda vez. Agora Ele se refere ao tédio. No começo do Diário, Ele disse a Santa Faustina que o diabo tenta mais facilmente as almas ociosas. Tenha cuidado com isso, porque as almas ociosas são presa fácil do demônio.
19. Não tenhas medo da luta: a própria coragem muitas vezes afasta as tentações, que não ousa então acometer-nos.
O medo é a segunda tática mais comum do diabo (a primeira é o orgulho). A coragem intimida o diabo; ele fugirá diante da perseverante coragem que se encontra em Jesus, a rocha. Todas as pessoas lutam, e Deus é nossa provisão.
20. Combate sempre com a profunda convicção de que eu estou contigo.
Jesus pede a Santa Faustina que lute com convicção. Ela pode fazer isso porque Cristo a acompanha. Nós, cristãos, somos chamados a lutar com convicção contra todas as táticas demoníacas. O diabo tenta aterrorizar as almas, mas precisamos resistir ao seu terrorismo. Invoque o Espírito Santo ao longo do dia.
21. Não te guias pelo sentimento, por que ele nem sempre está em teu poder, porem todo o mérito reside na vontade.
Todo mérito radica na vontade, porque o amor é um ato da vontade. Somos completamente livres em Cristo. Precisamos fazer uma escolha, uma decisão para bem ou para mal. Em que lado vivemos?
22. Nas mínimas coisas sê sempre submissa às superioras.
Aqui, Jesus está instruindo uma freira. Todos nós temos o Senhor como nosso superior (representado também pelos padres, confessores, diretores espirituais). A dependência de Deus é uma arma de guerra espiritual, porque não podemos ganhar por nossos próprios meios.
23. Não te iludo com perspectivas da paz, e de consolos, mas prepara-te antes para grandes batalhas.
Santa Faustina sofreu física e espiritualmente. Ela estava preparada para grande batalhas, pela graça de Deus. Cristo nos instrui claramente na Bíblia a estar preparados para grandes batalhas, para revestir-nos da armadura de Deus e resistir ao diabo (Ef 6, 11).
24. Fica a saber que estás atualmente em cena e que toda a Terra e o Céu inteiro te observam.
Estamos todos em um grande cenário no qual o céu e a terra nos olham. Que mensagem estamos dando com nossa forma de vida? Que tonalidades irradiamos: luz? Escuridão? Cinza? A forma como vivemos atrai mais luz ou escuridão? Se o diabo não conseguir nos levar para a escuridão, tentará nos manter na categoria dos medíocres, do cinza, que não é agradável a Deus.
25. Lute como uma valorosa guerreira, para que eu possa recompensar-te; e não temas, porque não estás sozinha.
As palavras do Senhor a Santa Faustina podem se transformar em nosso lema: “Lute como um guerreiro(a)!”. Um soldado de Cristo sabe bem a causa pela qual luta, a nobreza da sua missão, conhece o Rei ao qual serve; e luta até o final, com a abençoada certeza da vitória.
Se uma jovem polonesa, sem formação, uma simples freira, unida a Cristo, pode lutar como um cavaleiro, um soldado, todo cristão pode fazer o mesmo. A confiança é vitoriosa.

https://pt.aleteia.org/2017/10/05/25-segredos-que-jesus-revelou-a-santa-faustina-para-lutar-contra-o-demonio/

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

10 sugestões simples de renúncia para quaresma


Qual item da lista você vai escolher?

Dicas de renúncia nesta quaresma:
WhatsApp
Facebook
Doces
Carne
Refrigerante
Bebida alcoólica
Pintar unhas
Roupas curtas
Café
Perfumes (nunca o desodorante)

(Tem outras sugestões? Compartilhe conosco!)
Lembrando que deve ser algo que eu gosto muito. Se eu não gosto de café e renuncio o café, estou fazendo Jesus de palhaço. A renúncia de algo material que me dá prazer, nos educa a controlar nossas paixões. Portanto, mãos à obra!

( via Padre Gabriel Vila Verde)

As 3 orações mais “perigosas” que você pode fazer


Cuidado com o que você pede; você pode receber

Em 2014, Matthew Wenke e sua esposa viram sua filha Nora entrar em um convento para seguir a vocação como religiosa.
À medida que as portas se fechavam atrás da jovem, a família sabia que, se ela perseverasse, Nora nunca mais daria o ar da graça na casa deles. Isso porque, além de fazer os votos habituais – pobreza, castidade e obediência – as freiras passionistas fazem um quarto voto: o de clausura.
Wenke, embora estivesse orgulhoso de sua filha e feliz pela alegria dela, precisava de um tempo para processar tudo o que estava acontecendo, porque, como ele escreveu: “Quando rezei pelas vocações, não quis dizer que Deus poderia tirar minha filha de mim”.
Aí é que mora o perigo: “Tome cuidado com o que você pede; você pode ser atendido”.
Frequentemente começamos as nossas orações, dizendo a primeira oração “perigosa”, que é: “seja feita a vossa vontade”.  Mas queremos alcançar a graça que buscamos sem ter que encontrar a Cruz.
Eu sei que faço isso o tempo todo e digo: “querido Deus, me ensine a ser uma pessoa melhor. Seja feita a sua vontade, mas não faça isso de maneira louca, que envolva algo trágico, ok? Não consigo lidar com isso”.
Muitas vezes, minhas orações seguem o estilo de Flannery O ‘Connor: “senhor, nunca serei um santo, mas eu posso ser um mártir se eles me matarem rapidamente”.
Queremos todas as bênçãos e, de preferência, com o menor sofrimento possível! Nós sempre pensamos: “por favor, não destrua a minha vida!”
Na verdade, essa é a segunda “oração perigosa”. Em uma recente entrevista para a Aleteia, uma jovem religiosa dominicana revelou que um orador, em uma conferência de jovens católicos, tinha desafiado os participantes a fazer a seguinte oração: “Ó Deus, arruíne a minha vida!” Ela topou o desafio. Mas, depois de fazer aquela oração audaciosa e perigosa, todo o seu mundo e suas perspectivas mudaram.
A terceira oração perigosa, porém, é aquela que o Pe. Brad Milunski, trouxe em sua homilia durante a Primeira Profissão da Ir. Frances Marie, do Coração Eucarístico de Jesus. Sim, essa é a filha de Matt Wenke, que está caminhando em sua clausura.
Na homilia, o Pe. Milunski admite que esta é uma oração corajosa: “Senhor, faça-me seu”:
“Quando eu estava começando o meu ministério paroquial, tive a sorte de estar perto de um convento de freiras em Nova Jersey. A madre superiora tornou-se minha diretora espiritual e compartilhou comigo um dia que, desde o início, sua única oração a Deus era simplesmente isso: ‘Faça-me sua’.
Devo confessar que voltei para o convento um pouco assustado com essa oração. Eu também estava um tanto aborrecido comigo mesmo por não conseguir fazer essa prece sem oferecer a Deus minha lista de notas de rodapé. Eu dizia: ‘Faça-me seu, mas aqui estão minhas sugestões, Senhor, sobre como você pode fazer isso’. Talvez seja uma coisa de moleque, mas eu desconfio que não”.
A homilia é realmente muito boa e merece uma leitura completa e atenta.
Eu mal tenho a coragem de dizer “Sua vontade, não a minha”, embora eu saiba que eu tenho o controle de poucas coisas e acredite – com todo o meu coração, porque eu sou verdadeira filha de São Filipe Neri – que “todos os propósitos de Deus são para o bem; embora nem sempre possamos entender isso, podemos confiar nisso”.
Eu acredito nisso porque eu vi, na minha vida, como as coisas que eram trágicas e sem sentido acabaram por servir um plano muito maior do que qualquer coisa que eu pudesse ter sonhado.
Tomemos os exemplos de São Paulo e Santa Teresa de Calcutá. Eles, em algum momento, fizeram suas perigosas orações a Deus, dizendo: “Use-me”. E acabaram sendo usados.
Então, sigamos estes exemplos, mas somente se não tivermos medo dessas “orações perigosas” e suas bênçãos.

Artigo publicado na edição em inglês da Aleteia, traduzido e adaptado ao português.

https://pt.aleteia.org/2017/09/20/as-3-oracoes-mais-perigosas-que-voce-pode-fazer/

A sugestão do Papa Francisco sobre como fazer a oração de adoração

Pode não ser fácil, pois, "diante da glória de Deus, as palavras desaparecem: não sabemos o que dizer"... (e eis o "segredo": não precisa dizer nada!)

Durante a homilia da Santa Missa que celebrou no dia 5 deste mês, na Casa Santa Marta, o Papa Francisco destacou a Primeira Leitura do dia (1Re 8,1-7.9-13): o rei Salomão convocava o povo a subir até o templo levando a Arca da Aliança do Senhor. Era um caminho ladeira acima, um subir durante o qual se carregava a própria história, “a memória da eleição”. Uma aliança simples: “Eu amo você e você me ama” – o primeiro e o segundo mandamentos, amar a Deus e amar ao próximo. Quando a arca foi introduzida no santuário e os sacerdotes saíram do lugar santo, a nuvem encheu o templo do Senhor e o povo entrou em adoração.
Refletiu o Papa:
“Dos sacrifícios ao silêncio; à adoração… Tantas vezes eu penso que nós não ensinamos o nosso povo a adorar. Sim, ensinamos a rezar, a cantar, a louvar a Deus, mas a adorar…
A oração de adoração nos prostra sem nos prostrar: a prostração da adoração nos dá nobreza e grandeza. Aproveito, hoje, com tantos párocos de recente nomeação, para dizer: ensinem o povo a adorar em silêncio. Adorar!
Mas só podemos conseguir com a memória de termos sido eleitos, de termos dentro do coração uma promessa que nos impulsiona a seguir, e com a aliança nas mãos e no coração. E sempre em caminho: caminho difícil, caminho em subida, mas em caminho rumo à adoração”.
O Papa Francisco observou ainda que, diante da glória de Deus, as palavras desaparecem: não sabemos o que dizer. Salomão, durante a adoração, consegue dizer somente duas palavras:
“Escuta e perdoa”.
Este é, ao final da homilia, o convite de Francisco: adorar em silêncio, conscientes da história que trazemos, e pedir a Deus:
“Escuta e perdoa”.

Por que não devo usar roupas curtas dentro da igreja?

Todos os ambientes sociais requerem uma forma específica de comportamento e vestimenta

Sabemos que a vida não se reduz a aparências. Porém devemos cuidar com muito carinho da nossa imagem, não no sentido de vaidade ou orgulho, mas porque fomos criados a imagem e semelhança de Deus. A imagem que mostramos de nós mesmos deve revelar Deus para os outros.
Todos os ambientes sociais têm uma forma específica de se comportar e se vestir. Numa audiência de um tribunal, por exemplo, os advogados e magistrados usam roupas apropriadas para tal ocasião e a roupa acaba revelando a seriedade e o respeito daquele momento em que se busca a verdade sobre determinado fato. Em hospitais, empresas, há uma forma de se vestir que revela o valor do lugar que se trabalha e a importância do que ali se faz. E na igreja não poderia ser diferente.
Na igreja a dignidade da roupa não está no luxo que esta exprime, mas sim na dignidade da pessoa que ela revela, pois o corpo é templo do Espírito Santo. Não é a roupa que tem que aparecer, no sentido de você se destacar dos outros porque se veste melhor, ou usa uma roupa de marca, mas, a dignidade das vestes está justamente para mostrar quem você é: você e filho e filha de Deus.
Hoje, infelizmente, tem se relativizado a dignidade dos lugares sagrados. Acabamos nos comportando dentro das igrejas como se estivéssemos numa praça, numa lanchonete ou até mesmo num lugar de lazer. Talvez sobre o pretexto de se sentir confortável, vamos justificando cada vez mais a falta de pudor e até de respeito para com a Casa do Senhor. A casa de Deus é casa de oração, e por mais que a oração seja fundamentalmente a atitude do coração, nós rezamos também na forma como nosso corpo se apresenta, pois nosso corpo também se faz oração.
Observamos em muitas igrejas pessoas usando minissaias, blusas muito degotadas, shorts muito curtos. Talvez muitos digam: Ah! Tá muito calor mesmo, não quero suar. Mas olhemos os sacerdotes que usam as vestes próprias para o serviço do altar, os leitores, ministros extraordinários da Sagrada Comunhão, todos se revestem para revelar o mistério sagrado que está sendo celebrado. Por isso, cada fiel que vai à casa de Deus deve também que se revestir da dignidade daquele momento. Roupas muito curtas que expõem demais o corpo, podem acabar atraindo a atenção dos outros para si, sendo que na missa o nosso olhar, nosso pensamento e nosso coração devem estar voltados para o altar. Na oração todos os nossos gestos devem revelar Jesus.
A dignidade das vestes que usamos para ir celebrar a fé na Casa de Deus está acima de tudo na simplicidade no modo de se vestir. Ao mesmo tempo em que se deve evitar roupas curtas, não se deve fazer também da igreja um lugar de desfile de modas, onde a preocupação está mais com a aparência do que com a verdade de fé que o coração carrega.
Busquemos, então, o equilíbrio, a sobriedade, a discrição e, acima de tudo, o bom senso quando se refere as vestes para ir à igreja. Vale relembrar que no dia do nosso Batismo nós nos revestimos de Cristo, por isso, a humildade e a dignidade devem também ser expressas nas roupas que usamos para que elas sejam sinais de que buscamos a santidade de vida.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Grandeza

Resultado de imagem para grandeza
Ter o olhar voltado para as claras estrelas
Não temer as duras batalhas, mas querê-las.
Águia fitando o sol, viver para as alturas,
desprezando as coisas baixas, vis e obscuras.
Amar só os horizontes vastos e azuis.
Odiar os negros charcos e os mortos pauis.
Ter a alma sem medo, covardias, tremores,
valente e forte como o rufar dos tambores.
Ter na alma claras notas de clarins de prata,
e nos lábios um canto ardente que arrebata.
Ser impelido pelos ventos da epopéia,
longe das calmarias podres de vida atéia.
Entre nuvens de fumo, de ódio e de poeira,
ousada e desafiante, desfraldar bandeira.
Qual falcão atacar, desprezando o perigo,
tendo olhos só para Deus e para o inimigo.
Não temer jamais nem as armas, nem as vaias,
nem o combate franco, nem as vis tocaias.
E, não fugindo nem da arena, nem do sorriso.
ver, na morte e cruz, as portas do Paraíso.
Jamais calcular o número do inimigo.
Mas contar só com Deus, com Santiago e consigo
Por justo combater, mesmo que solitário,
sem ver o número, enfrentar o adversário.
Viver abrasado de amor pela verdade,
Encantado pela beleza e poesia,
mantendo no coração a fidelidade
aos ecos longínquos de uma canção bravia.
Escutar, escutar sempre os clarins de glória,
chamando ao combate, proclamando a vitória.
Amar a solidão do deserto ou do mar
ser fiel até a morte e jamais capitular.
Não temer ser desprezado e tido por nada,
não querer senão o triunfo da cruzada.
Ter uma alma agressiva que não retroceda.
Não ter no coração nem baixeza, nem lama,
mas de heroísmo, ser ardente labareda,
ser da verdade arauto, da pureza, chama.
Viver sempre enamorado pela proeza,
a alma sempre firme ancorada na certeza
sedenta de Deus, de infinito e de grandeza.

Orlando Fedeli
São Paulo, 1975

“Ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”

 

Um ensinamento para aplicar a todos os âmbitos da sua vida

Dia desses acordei repetindo um trecho de uma das mais poderosas frases do psiquiatra Carl Jung, e fui procurar a frase completa na internet. Desde então, tenho me reconectado com seu sentido, tentando absorver sua essência e trazendo seu ensinamento para todos os setores da minha vida. A frase diz: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.
Como eu disse, o sentido dessa frase pode ser aplicado a inúmeros setores da minha e da sua vida. Trabalhando como dentista no SUS, tenho que ter consciência que, além de toda técnica e conhecimento que tenho, além de toda responsabilidade e cumprimento de protocolos, além de todo profissionalismo e senso de dever, sou uma alma humana tocando outra alma humana.
E isso tem que ser maior que qualquer regra, filosofia, teoria, intenção ou sabedoria. Naquele momento, alguém cuida de alguém, mas acima de tudo tem que prevalecer a igualdade e a empatia. A compreensão e a sintonia. A humildade e muita humanidade.
Porém, de vez em quando estamos do lado oposto. Temos a tendência de imaginar que o outro é bem maior que nós, bem mais sucedido, bem mais feliz… só porque aparenta ter a vida mais cheia de filtros no Instagram, mais abarrotada de conhecimento e conquistas, mais repleta de afetos e possibilidades, mais adequada e notável.
O que ninguém nos conta é que todos nós estamos nus. Cada um de nós tenta, dia a dia, sobreviver às próprias batalhas, encontrar sentido, vencer as próprias prisões, superar os próprios obstáculos, afugentar as dores e tentar viver o presente da melhor maneira possível. Cada um de nós tenta se vestir, camuflar ou fantasiar da melhor maneira que pode, sem imaginar que somente se despindo estará mais próximo do que é de fato, e muito mais perto de Deus.
Você tem que entender que não é preciso impressionar ninguém. Tem que entender que quando tenta convencer alguém sobre sua felicidade, seus dons ou qualidades, está se afastando de quem é de fato. Está dando asas à vaidade, ao ego, e não à sua felicidade.
É preciso aprender a ser simples. Aprender que nessa vida não há deuses, nem superpoderosos, nem donos da verdade e muito menos gente isenta de defeitos. E que se alguém se apresenta dessa maneira, com arrogância, superioridade e prepotência, não cabe a você tentar fazer o mesmo para se igualar. Saiba que, assim como você, ele é “apenas” outra alma humana. Ao desconstruir esse mito, passamos a enxergar todos, sem exceção, como nossos semelhantes. E assim respiramos aliviados, pois descobrimos que ninguém é muita areia para o caminhão de ninguém.
Um relacionamento bem-sucedido requer mais do que beijos e declarações de amor. Requer entrega, e ao se entregar de verdade, você se torna um pouco vulnerável também. Porque no fim das contas, você estará nu, não somente por fora, mas (e talvez essa seja a parte mais difícil) por dentro também.
Para ter um relacionamento de verdade, você precisará se despir dos medos, inseguranças e travas internas e assumir os riscos de ser quem é, com tudo de bom e ruim que existe por trás da sua necessidade de ser aceito e ser amado.
Para ter um relacionamento de verdade, você precisará se despir da necessidade de comparar a sua vida com a dos outros, e do constrangimento de não ter todos os seus ideais alcançados. Precisará assumir que também fica triste, que dá preguiça ir à ginástica todos os dias, que chora em cerimônias de casamento, que não tem paciência para discutir a relação, e que se sente sozinho a maior parte do tempo.
Para ter um relacionamento de verdade, você precisará se despir dos filtros e se despedir da necessidade de aprovação a todo custo. Terá que entender que é somente uma alma humana, e como tal não carrega passaporte, diplomas ou medalhas.
Terá que baixar a guarda, simplificar a aparência, ampliar o sorriso e abrir o coração. Só assim atrairá a “pessoa certa”, pois como já foi dito por alguém, “semelhante atrai semelhante”. E no final, você se sentirá recompensado, não somente pelos beijos, química e risadas, mas pela possibilidade de estar com alguém que conhece – e aceita – sua alma nua…


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